PLACA MÃE
FORMATO
SUPORTE
JUMPERS
BARRAMENTOS
ISA
PCI
AGP
USB
PEDIDO DE INTERRUPÇÃO (IRQ)
DMA (ACESSO DIRETO À MEMÓRIA)
DMA 0 Disponível
A função da placa mãe é criar meios para que o processador possa comunicar-se com todos os
demais periféricos do micro com a maior velocidade e confiabilidade possíveis. O nome "placa mãe"
é mais do que justo, já que todos os demais componentes são encaixados nela. O suporte a novas
tecnologias, as possibilidades de upgrade e, até certo ponto, a própria performance do
equipamento, são determinados pela placa mãe.
Atualmente, encontramos à venda, tanto placas no formato AT, mais antigo, quanto no formato ATX.
Os dois padrões se diferenciam basicamente pelo tamanho: as placas adeptas do padrão ATX são
bem maiores, o que permite aos projetistas criar placas com uma disposição mais racional dos
vários componentes, evitando que fiquem amontoados. Os gabinetes para placas ATX também são
maiores, o que permite uma melhor ventilação. Apesar de ainda podermos encontrar à venda placas
mãe em ambos os padrões, a tendência é que o padrão AT seja completamente substituído pelo ATX.
Como vimos no inicio deste capítulo, as placas mãe atuais suportam vários processadores
diferentes, mas claro, não todos. As placas se dividem quanto ao encaixe para o processador e a
velocidade de barramento suportada. Quanto ao encaixe, temos atualmente placas soquete 7 que
suportam os processadores Pentium, Pentium MMX, K6, K6-2, K6-3 e Cyrix 6x86, placas Slot One,
que suportam processadores Pentium II, Celeron e Pentium III e finalmente, placas soquete 370,
que suportam apenas o Celeron. Na placa soquete 7 o encaixe para o processador é branco e
quadrado, enquanto na placa Slot One ele é escuro e se parece com o encaixe para o cartucho em
um video-game. Quanto à velocidade de barramento suportada, temos placas mãe que funcionam a 66
e a 100 MHz. Note, que a placa mãe funciona a uma frequência bem menor que o processador.
Num 233 MHz, onde o processador funciona a 233 MHz por exemplo, a placa mãe funciona a apenas
66 MHz, enquanto num Pentium III 500 a placa mãe funciona a 100 MHz. As placas mãe soquete 7 mais
antigas, que funcionam a apenas 66 MHz, suportam apenas o Pentium, o MMX, o K6 e o 6x86 até Pr
266. Algumas também suportam o K6-2 de 266 MHz e o 6x86 Pr 300. As placas soquete 7 mais
modernas, apelidadas de "super 7" já funcionam a 100 MHz, e suportam qualquer versão do K6-2,
K6-3 ou 6x86. Vale lembrar que uma placa que funciona a 100 MHz pode ser configurada para
funcionar a 66 MHz e funcionar em conjunto com um K6 de 233 MHz por exemplo.
Nas placas para Pentium II temos a mesma diferença, as placas Slot One mais antigas, equipadas
com o chipset LX que funcionam a 66 MHz suportam apenas os Pentium II de 233, 266, 300 e 333 MHz
e o Celeron. As placas mais modernas por sua vez, que funcionam a 100 MHz suportam além destes
processadores, os Pentium II de até 500 MHz e o Pentium III. Existem também placas soquete 370,
que suportam apenas o Celeron soquete 370. Nestas placas o encaixe para o processador é parecido
com o soquete 7, porém um pouco maior. Toda as placas com soquete 370 funcionam a 66 MHz, assim
como o Celeron.
Os jumpers são pequenas peças plásticas, internamente metalizadas para permitir a passagem de
corrente elétrica, sendo encaixados em contatos metálicos encontrados na placa mãe ou em vários
outros tipos de placas, funcionando com uma espécie de interruptor. Alternativas na posição de
encaixe dos jumpers, permitem programar vários recursos da placa mãe, como a voltagem, tipo e
velocidade do processador e memória usados, além de outros recursos. Ao montarmos um micro, os
jumpers da placa mãe devem ser corretamente configurados, caso contrário podemos até mesmo
danificar alguns componentes. Muitas das placas mais modernas são "jumperless", ou seja, não
possuem jumper algum, sendo toda a configuração das funções da placa feita através do Setup.
Os barramentos permitem ao processador comunicar-se com outros periféricos, como placas de vídeo,
placas de som e modems. O barramento é como uma estrada que permite o tráfego de dados. Os slots
da placa mãe são apenas meios de conexão. Todos os slots PCI da placa mãe por exemplo
compartilham o mesmo barramento, o barramento PCI, todos os slots ISA compartilham o barramento
ISA enquanto, caso exista, o slot AGP usa sozinho o barramento AGP. Apesar de já terem existidos
vários tipos de barramentos diferentes, atualmente são usados apenas 3 tipos de barramento:
o ISA, o PCI e o AGP.
O ISA foi o primeiro barramento usado em micros PC, antes mesmo do XT. Apesar de antiquado e
lento, o ISA ainda é usado atualmente para a conexão de periféricos lentos, como placas de som e
modems, para os quais a transmissão de dados a 8 Megabytes por segundo permitida pelo ISA é
suficiente. A tendência porém é que o ISA seja aposentado dentro de pouco tempo. A maioria das
placas mãe modernas traz apenas um slot ISA, e muitos não trazem nenhum. Além disso, cada vez
mais modelos de placas de som e modems são lançados em versão PCI.
O PCI é o barramento mais utilizado atualmente. Permite uma taxa de transferência de 133
Megabytes por segundo, mais de 16 vezes o permitido pelo ISA.. Você encontrará vários periféricos
em versão PCI.
O AGP é um novo barramento feito sob medida para as placas de vídeo mais modernas. Ele opera ao
dobro da velocidade do PCI, ou seja, 66 MHz, permitindo uma transferência de dados a 266 MB/s, o
dobro do PCI. A maioria das placas de vídeo modernas estão sendo fabricadas em versão AGP. É
cada vez mais raro ver placas de vídeo PCI. A maior vantagem do AGP é ser exclusivo da placa de
vídeo, ao contrário do PCI, que é compartilhado por todos os periféricos instalados em slots PCI.
Não existe nenhum tipo de adaptador PCI/AGP ou vice-versa. Se por engano você comprar uma placa
AGP, e sua placa mãe não possuir um slot AGP, você terá que ou trocar a placa de vídeo (por outra
PCI) ou a placa mãe (por outra com um slot AGP).
O USB é a tentativa de criar um novo padrão para a conexão de periféricos externos. Suas
principais armas são a facilidade de uso e a possibilidade de se conectar vários periféricos em
uma única porta USB. Apesar do "boom" ainda não ter acontecido, já existem no mercado vários
periféricos USB, que vão de mouses e teclados à placas de rede, passando por scanners,
impressoras, Zip drives, modems, câmeras de videoconferência e muitos outros.
Podemos conectar até 127 periféricos a uma única saída USB em fila, ou seja, conectando o
primeiro periférico à saída USB da placa mãe e conectando os demais a ele. A saída USB do micro
é o nó raiz do barramento. A este nó principal podemos conectar outros nós chamados de hubs.
Um hub nada mais é do que um benjamim que disponibiliza mais encaixes, sendo 7 o limite por hub.
O hub possui permissão para fornecer mais níveis de conexões, o que permite conectar mais hubs
ao primeiro, até alcançar o limite de 127 periféricos permitidos pela porta USB. A ideia é que
periféricos maiores, como monitores e impressoras possam servir como hubs, disponibilizando
várias saídas cada um. Os "monitores USB" nada mais são do que monitores comuns com um hub USB
integrado.
Nos micros PC, existe um recurso chamado de pedido de interrupção. A função dos pedidos de
interrupção é permitir que os vários dispositivos do micro façam solicitações ao processador.
Existem 16 canais de interrupção, chamados de IRQ ("Interrupt ReQuest", ou "pedido de
interrupção"), que são como cordas que um dispositivo pode puxar para dizer que tem algo para o
processador. Quando solicitado, o processador para tudo o que estiver fazendo para dar atenção
ao periférico que está chamando, continuando seu trabalho após atendê-lo. Dois dispositivos não
podem compartilhar a mesma interrupção, caso contrário teremos um conflito de hardware. Isso
acontece por que neste caso, o processador não saberá qual dispositivo o está chamando, causando
os mais diversos tipos de mal funcionamento dos dispositivos envolvidos.
Normalmente os IRQs ficam ocupados da seguinte forma:
IRQ 0 Usado pela placa mãe
IRQ 1 Teclado
IRQ 2 Usado pela placa mãe
IRQ 3 Porta serial 1 (Com2 e Com 4)
IRQ 4 Porta Serial 2 (Com1 e Com 3)
IRQ 5 Placa de Som
IRQ 6 Unidade de Disquetes
IRQ 7 LPT 1 (porta da impressora)
IRQ 8 Relógio de tempo real
IRQ 9 Placa de Vídeo (não é necessário em algumas placas)
IRQ 10 Controladora SCSI (caso você não possua nenhuma este IRQ ficará vago)
IRQ 11 Disponível
IRQ 12 Conector USB
IRQ 13 Coprocessador Aritmético
IRQ 14 Controladora IDE Primária
IRQ 15 Controladora IDE Secundária
Vale lembrar, que caso não tenhamos instalado um determinado dispositivo, a interrupção
destinada a ele ficará vaga. Podemos também mudar os endereços dos periféricos instalados,
podendo por exemplo, instalar uma placa de som em outra interrupção disponível e usar a
interrupção 5 para outro dispositivo. Você poderá alterar o endereço de IRQ usado por um
periféricos através do gerenciador de dispositivos do Windows (painel de controle/sistema/
gerenciador de dispositivos) ou, em alguns casos, através de jumpers localizados no próprio
periférico.
O DMA visa melhorar a performance geral do micro, permitindo que os periféricos transmitam dados
diretamente para a memória, poupando o processador de mais esta tarefa. Existem 8 portas de DMA,
e como acontece com os pedidos de interrupção, dois dispositivos não podem compartilhar o mesmo
canal DMA, caso contrário haverá um conflito. Os 8 canais DMA são numerados de 0 a 7, sendo nos
canais de 0 a 3 a transferência de dados feita a 8 bits e nos demais a 16 bits. O uso de palavras
binárias de 8 bits pelos primeiros 4 canais de DMA visa manter compatibilidade com periféricos
mais antigos. Justamente por serem muito lentos, os canais de DMA são utilizados apenas por
periféricos lentos, como drives de disquete, placas de som e portas paralelas padrão ECP.
Periféricos mais rápidos utilizam o Bus Mastering, uma espécie de DMA melhorado. O Canal 2 de
DMA é nativamente usado pela controladora de disquetes. Uma placa de som geralmente precisa de
dois canais de DMA, um de 8 e outro de 16 bits, usando geralmente o DMA 1 e 5. O DMA 4 é
reservado à placa mãe. Ficamos então com os canais 3, 6 e 7 livres. Caso a porta paralela do
micro seja configurada no Setup para operar em modo ECP, precisará também de um DMA, podemos
então configurá-la para usar o canal 3.
DMA 1 Placa de Som
DMA 2 Controladora de drives de disquetes
DMA 3 Porta paralela padrão ECP
DMA 4 Usado pela placa mãe
DMA 5 Placa de Som
DMA 6 Disponível
DMA 7 Disponível
Leia a Parte 5
|
|
Problemas com o site? contacte o WebMaster |