Uma característica interessante do Linux é a possibilidade de instala-lo
junto com qualquer outro sistema operacional. isto significa que você
pode manter o Windows 95/98 ou Windows 2000 instalado na máquina, em
dual boot com o Linux.
Aqui vão algumas dicas:
Leia a Terceira Parte.
O único problema é o espaço. Provavelmente o seu HD estará particionado
em uma única partição. Existem duas saídas, você pode usar um programa
como o Partition Magic (www.powerquest.com.br) para diminuir o tamanho
da partição atual, deixando espaço para criar uma nova partição para o
Linux, ou então fazer um backup dos seus dados e reparticionar o disco
rígido. Vai do que você acha mais prático. Para mais detalhes sobre
particionamento do disco rígido, leia nosso
Tutorial
No CD do Linux você também encontrará um utilitário chamado FI`PS.EXE no
diretório "Dosutils". Ele também serve para reparticionar o disco rígido
sem perder dados, mas não é tão fácil de usar quanto o Partition Magic.
Tente seguir com atenção as instruções do programa pra não fazer nenhuma
besteira com seus dados.
Lembra-se do Linux da Corel que eu comentei na dica de ontem? Ele traz
uma funcionalidade adicional, pois permite ser instalado na partição do
Windows 98. Isso é bem prático, pois lhe poupa de reparticionar o disco.
Para isso basta escolher "Install in Dos/Windows Partition" durante a
instalação do programa.
Se você estiver instalando o Linux da Conectiva, ou outra distribuição,
o procedimento é o seguinte. Depois de ter reparticionado o disco
rígido, deixando espaço para a partição do Linux, coloque o CD do Linux
na bandeja e acesse (pelo DOS) o diretório DOSUTILS do CD. Ainda no
prompt do DOS digite o comando "RAWRITE". O programa perguntará "Enter
disk image source file name", digite "D:\imagens\boot.img", presumindo
que D: seja a letra do seu CD-ROM. Se você estiver instalando um Linux
em Inglês o diretório será "images" e não "imagens"
Pronto, você fez um disco de boot do Linux. Basta agora dar boot por
este disquete, com o CD na bandeja para começar a Instalação. No caso do
Linux da Conectiva a instalação é bem simples, qualquer dúvida basta
consultar o manual.
Quando for perguntado qual utilitário você deseja usar para
reparticionar o disco, escolha o Disk Druid, ele é bem fácil de usar.
Crie uma partição "Linux Native" onde será instalado o Linux (recomendo
reservar pelo menos 600 MB) e outra partição "Linux Swap" menor. Como
você deve ter percebido, no Linux você pode criar uma partição separada
para a memória virtual. Eu recomendo uma partição Linux Swap de 128 MB
caso você tenha 64 MB de memória ou menos, ou uma de 64 MB caso você
tenha 128 B de memória ou mais. Quanto o programa lhe perguntar sobre o
"ponto de montagem", responda "/".
Quando for perguntado em que porta está o mouse, responda ttyS0 ou
ttyS1, que correspondem respectivamente a COM1 e COM2
Para deixar o Windows e Linux em dual boot, você deve instalar primeiro
o Windows e em seguida o Linux. Durante a instalação do Linux será
instalado o Lilo que é o gerenciador de Boot do Linux. Quando
perguntado, responda que deseja instalar o Lilo na trilha MBR do HD. Em
seguida ele mostrará uma tabela com as partições de disco pelas quais o
micro poderá ser inicializado. Na lista aparecerão a partição do Linux e
a partição do Windows. Selecione a partição Windows e nas propriedades
digite um apelido para ela, "Win98" por exemplo, qualquer coisa que você
ache fácil de digitar.
Você acabou de configurar o Lilo para deixar o Windows e Linux em Dual
Boot. Logo que ligar o micro aparecerá uma mensagem "Lilo Boot:". Para
inicializar o Windows digite o apelido que deu "Win98" por exemplo, e
tecle enter. Se quiser entrar no Linux simplesmente tecle enter sem
digitar nada.
Voltando à instalação do Linux, no finalzinho ele lhe pedirá para
informar uma senha de superusuário. O Linux é um sistema multiusuário, e
o superusuário ou ROOT (no caso você) é o único que tem permissão para
fazer o que quiser na máquina.
Terminada a instalação, o sistema pedirá um login. Digite "Root" e
informe a senha. Como disse, o Root é quem tem permissão para fazer o
que quiser no sistema, inclusive besteira. Por isso, uma recomendação
geral é que depois de configurar tudo que quiser, você crie uma conta de
usuário e passe a se logar por ela. Logando-se como um usuário comum
você não poderá fazer nenhuma besteira no sistema, mesmo que quiser.
Naturalmente você pode continuar se logando como Root se quiser, afinal
o micro é seu.
Depois de terminada a instalação você deve estar ansioso para entender
como o Linux funciona. A primeira coisa a entender é que no Linux você
pode usar o sistema tanto em modo texto, num prompt de comando a lá DOS
ou no modo gráfico. Por defaut o Linux iniciará em modo texto, para
entrar no modo gráfico basta dar o comando "startx". Para mudar a
interface gráfica clique com o botão direito sobre uma área vazia,
escolha "Quit" e em seguida "switch to". Agora é so escolher uma das
outras que estarão listadas. Ao digitar startx de novo, o Linux abrirá a
ultima interface que escolheu.
Se você optou pela instalação completa, foram instaladas várias
interfaces gráficas, você pode escolher qual gosta mais. A que eu gosto
mais é o KDE, que você acessa digitando "KDE" do prompt de comando. A
interface do KDE é bem parecida com a do Windows 98, por isso você não
terá maiores dificuldades em lidar com ele.
Não existem grandes diferenças de funcionalidade entre as interfaces
gráficas, pois os programas rodam em todas, o que muda é mais o visual
mesmo. Se você está se perguntando como pode ser possível a existência
de tantas interfaces compatíveis entre sí, aqui vai uma explicação um
pouco mais técnica:
O sistema operacional Linux em sí é composto pelo Kernel. O Kernel do
Linux inclui todas as funções básicas do sistema. Todos os demais
aplicativos rodam sobre o Kernel. Primeiro temos um bash, que nada mais
é do que a interface de comando, em modo texto. O bash tem como função
traduzir os comandos para as instruções entendidas pelo Kernel. A
interface gráfica do Linux é controlada por um outro aplicativo, chamado
Xserver. O Xserver é quem controla o funcionamento de todos os programas
que rodam em modo gráfico, cria as janelas, etc. A interface gráfica
simplesmente traduz os comandos do Xserver na forma de janelas, menus
etc. Todas as Interfaces gráficas, seja o KDE, After Step, Window Maker,
etc. rodam sobre o mesmo Xserver e por isso tem recursos parecidos,
apesar do visual ser totalmente diferente.
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