As memórias DDR
Artigo escrito por Luiz Fernando C Jardim
Após o PC133, o padrão DDR é que irá povoar os barramentos de memórias, já que uma PC133 CAS2 e
as DDR podem superar as caríssimas memórias RamBus que a Intel quer empurrar junto com o seu P4.
Já existem vários chipsets que possuem controladoras para as memórias DDR de vários fabricantes
como a ALI, AMD, VIA, SiS e da Micron.
As DDR são construídos em módulos DIMM bastante parecido com as SDRAM, porem a linha de contatos
tem somente um entalhe evitando que os novos módulos sejam encaixados nos antigos slots e há
também 16 novos contatos totalizando 184 vias sendo 92 em cada face e mantendo o mesmo tamanho
do módulo.
A técnica usada pela memórias DDR é aproveitar os dois eventos do sinal de clock para engatilhar
ações, a rampa de subida e a rampa de descida, assim os dados são transportados duas vezes a
cada ciclo, o que resulta em uma freqüência de 200 e 266 MHz (para barramentos de 100 e 133MHz
respectivamente).
Este aproveitamento dobrado do clock faz com que a largura de banda do barramento seja aumentado
em 100%, (não que a performance vá sofrer o mesmo aumento, longe disso), assim a largura da
banda dos módulos PC1600 (100MHz) é 1600MB/s (contra os 800MB/s dos PC100) e os módulos PC2100
(133MHz) é 2133MB/s (contra os 1067MB/s dos PC133).
O ganho maior está na Latencia CAS. Nos BIOS das placas-mãe DDR não haverá mais a opção CAS3 e
aparecerá somente o CAS2 e CAS2,5. Alem disto as DDR operam com o Prefetch 2n, ou seja, a
largura do barramento interno à memória é o dobro da largura do barramento externo, isso faz
com que a memória possa trabalhar em uma freqüência de barramento interna à memória na metade
da freqüência externa.
Já há rumores da aparição dos módulos DDRII, com um Prefetch em 4n e trabalhando na mesma
freqüência interna e externamente.